Centenas em frente do parlamento espanhol pedem aprovação de medidas da habitação
Centenas de pessoas concentram-se em frente do parlamento espanhol, onde hoje se debate e votam dois decretos com medidas para a habitação, apelando à aprovação das medidas.
A maioria dos manifestantes chegou às imediações do edifício do Congresso dos Deputados de Espanha depois de uma marcha de cerca de 600 metros desde a praça Porta do Sol, onde está instalado um acampamento desde sábado em protesto pela crise na habitação e para pedir medidas aos poderes políticos.
A polícia instalou um grande dispositivo de segurança nas imediações do parlamento, com os acessos ao edifício cortados e barreiras.
O parlamento espanhol vota hoje dois decretos do Governo com medidas para a habitação, num plenário extraordinário que arrancou às 11:00 locais (10:00 em Lisboa) e que foi convocado após mais de uma semana de protestos nas ruas que têm mobilizado diária e permanentemente milhares de pessoas em várias cidades.Dirigentes do Partido Socialista Espanhol (PSOE) e ministros citados pelos jornais espanhóis esta manhã dizem que há possibilidade de serem convocadas eleições legislativas antecipadas se nenhum dos decretos for aprovado hoje.
Os dois partidos na coligação de Governo em Espanha (socialistas e Somar) não têm maioria absoluta no parlamen to e nenhum dos decretos tem votos para ser ratificado, segundo o que revelaram até agora os vários grupos representados no Congresso dos Deputados (câmara baixa).
Um dos decretos estabelece um regime de contratos de arrendamento indefinidos, com renovações automáticas e o outro contém medidas extraordinárias e temporárias focadas, sobretudo, nos despejos, controlo das subidas das rendas e limites à compra de casas por fundos de investimento.
Os partidos de esquerda já disseram que vão votar a favor dos dois decretos, enquanto o Partido Popular (PP, conservador e maior grupo no parlamento) e o Vox (extrema-direita e terceiro maior grupo) anunciaram votos contra.
Também os independentistas conservadores Juntos pela Catalunha (JxCat), liderados por Carles Puigdemont, disseram que votam contra se não houver mudanças na redação dos textos.
Votos contra do PP, Vox e JxCat ditarão a rejeição dos dois decretos.
O plenário de hoje arrancou com a presença de quase todos os ministros no parlamento, incluindo o primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez.
c/Lusa